Despedida do Fusca tem direito a mariachis e aplausos no México
O último Fusca
produzido no mundo saiu hoje da linha de montagem da fábrica da Volkswagen de Puebla, a cerca de
100 quilômetros
da Cidade do México. O último exemplar é da cor azul.
A despedida do Fusca teve direito a uma apresentação de um grupo de mariachis, que tocaram "
La Diana
"
--uma música para comemorar os triunfos. Depois também executaram "Las Golondrinas", uma
canção para despedidas.
O último Fusca recebeu uma placa comemorativa número 21.529.464, que
foi colocada por Reinhard Jung, presidente do
conselho da Volks no México. O carro será
transportado de navio até a Europa e terá um lugar de honra no museu da Volks na cidade de Wolfsburg,
na Alemanha.
O Fusca tem quase 70 anos e, apesar de continuar charmoso,
perdeu competitividade para continuar no mercado.
O primeiro Fusca foi desenvolvido a pedido do ditador nazista Adolf
Hitler, morto em 1945, e utilizado durante a Segunda Guerra Mundial.
Hitler imaginava, em 1924, um carro barato que pudesse ser
consumido pelas famílias alemãs e justificasse a construção de estradas por
todo o país.
Na fábrica de Puebla, 300 funcionários
trabalhavam na única linha de montagem do antigo Fusca. O carro só é
produzido nessa unidade desde 1996 e é comercializado unicamente no México
desde 1998.
A maioria dos compradores são taxistas, que encontraram no Fusca um
carro barato e versátil para enfrentar o trânsito na cidade do México.
No entanto, uma recente lei municipal proibindo taxistas de circular
com carros de apenas duas portas inviabilizou a continuidade de sua fabricação.
Os funcionários da fábrica serão realocados para outra linha de montagem, do "New Beetle".
Extraído
da Folha Online
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